Feriado em Costa do Marfim

Segunda-feira de Páscoa em Costa do Marfim

Segunda-feira de Páscoa é considerado feriado em Costa do Marfim. Consulte as datas abaixo para se planear e verificar se se aplica um feriado transferido ou um feriado de substituição.

Próxima ocorrência

segunda-feira

Google Calendar

Datas de Segunda-feira de Páscoa

5
DataDiaDia de substituição
segunda-feiraNão
segunda-feiraNão
segunda-feiraNão
segunda-feiraNão
segunda-feiraNão

Segunda-feira de Páscoa na Costa do Marfim

A Segunda-feira de Páscoa é um feriado em que não se trabalha ao abrigo do Decreto 96-205 da Costa do Marfim, que a inclui entre os feriados civis e religiosos do país. O dia faz parte do período pascal; nas comunidades baoulé, o Paquinou acrescenta uma tradição local de reencontros familiares e festas nas aldeias durante o fim de semana.[1][2]

Estatuto legal e descanso

O decreto inclui a Segunda-feira de Páscoa entre os feriados em que, de um modo geral, o trabalho é suspenso nos estabelecimentos agrícolas, industriais e comerciais. Exclui os estabelecimentos ou serviços cujo trabalho não possa ser interrompido. A regra específica de substituição do decreto aplica-se ao Dia Nacional e ao Dia do Trabalhador quando qualquer um deles calha a um domingo; não prevê um dia de substituição para a Segunda-feira de Páscoa.[1]

A Segunda-feira de Páscoa não é expressamente classificada como feriado remunerado para todos os trabalhadores. O decreto designa expressamente o Dia Nacional e o dia 1 de maio como feriados remunerados, enquanto as disposições salariais determinam que os trabalhadores mensais mantêm o salário normal quando observam um feriado da lista; os trabalhadores à hora ou ao dia não recebem remuneração por um dia em que não trabalham. Podem aplicar-se acordos coletivos mais favoráveis.[1]

Significado cristão e Paquinou

A Segunda-feira de Páscoa sucede ao Domingo de Páscoa, celebração cristã da ressurreição de Jesus Cristo. Na Costa do Marfim, o feriado legal integra um período pascal mais amplo que também tem um significado local específico nas comunidades baoulé.[1][2]

Um estudo publicado pela Université Peleforo Gon Coulibaly descreve o Paquinou como um encontro baoulé de Páscoa, enraizado no regresso às aldeias de origem de pessoas que emigraram para outros lugares. O estudo situa o início desta prática em 1971 e relata que as famílias se reencontram, partilham refeições, cantam e dançam e participam em atividades locais. Estes costumes estão associados ao fim de semana da Páscoa e às comunidades baoulé; não devem ser considerados práticas seguidas por todas as pessoas do país.[2]

Viagens e horários de funcionamento

O período pascal pode trazer mais viagens entre cidades. O Ministério dos Transportes da Costa do Marfim descreveu um aumento do trânsito em torno das celebrações e dos feriados da Páscoa, enquanto o estudo sobre o Paquinou refere maior atividade nas estações rodoviárias. Quem viajar para cidades e aldeias do centro do país deve reservar mais tempo para o percurso rodoviário.[2][3]

A regra de suspensão do trabalho do decreto abrange vários tipos de locais de trabalho, mas não define horários de funcionamento específicos para bancos, lojas, balcões de atendimento público ou serviços de transporte. A disponibilidade pode variar; por isso, confirme junto do prestador em causa antes de fazer planos.[1]

Perguntas frequentes

A Segunda-feira de Páscoa é um dia de descanso na Costa do Marfim?

O decreto indica-a como feriado em que não se trabalha nos locais abrangidos, com exceções para os serviços que não podem interromper o trabalho. Não especifica o horário de todas as repartições públicas.[1]

A Segunda-feira de Páscoa é um feriado público remunerado?

O decreto não a classifica como remunerada para todos os trabalhadores. Os trabalhadores mensais mantêm o salário normal quando o feriado é observado; os trabalhadores à hora e ao dia não recebem remuneração por um dia não trabalhado, salvo se forem aplicáveis condições mais favoráveis.[1]

A Costa do Marfim transfere a Segunda-feira de Páscoa para outro dia se calhar a um domingo?

O decreto não prevê um dia de substituição para a Segunda-feira de Páscoa. A regra para o dia seguinte aplica-se ao Dia Nacional e ao Dia do Trabalhador quando qualquer um deles calha a um domingo.[1]

Os bancos e as lojas estão abertos?

O decreto exige a suspensão do trabalho nos estabelecimentos comerciais abrangidos, salvo se a atividade não puder ser interrompida, mas não indica os horários de funcionamento de cada banco ou loja. Confirme localmente antes de se deslocar.[1]

Fontes e referências

Fontes utilizadas para Segunda-feira de Páscoa em Costa do Marfim:

  1. Le Code du travail ivoirien (Édition 2017)- International Labour Organization (NATLEX)
  2. Pâques ou « Paquinou » chez les Baoulé en Côte d’Ivoire : origine, analyse et impacts économiques d’une animation socioculturelle- Ziglôbitha, Université Peleforo Gon Coulibaly
  3. Sécurité routière/ Bouaké mise sur le respect du code de la route pour un « Paquinou » sans accident- Ministère des Transports de Côte d’Ivoire